quinta-feira, 18 de julho de 2013
Reflexos da anemia empreendedora / empresarial brasileira
As nada impressionantes 8 representantes brasileiras entre as 500 empresas de maior faturamento mundial listadas pela Fortune 500 trazem uma verdade perniciosa. Vejamos a lista:
- Petrobras (25ª posição)
- Banco do Brasil (116ª posição)
- Bradesco (116ª posição)
- Vale (210ª posição)
- JBS (275ª posição)
- ITAU (360ª posição)
- ULTRAPAR (420ª posição)
- CDB (Pão de Açúcar – 449ª posição)
Em uma rápida e confessadamente superficial análise temos então 3 bancos, 3 empresas vinculadas ao extrativismo (petróleo, minérios e carne) ,1 integrante do varejo e o último vinculado sobretudo à distribuição (derivados de petróleo). Temos ainda que três empresas da lista (37,5%) tem seu histórico inequivocamente ligado ao capital estatal.
Com tristeza e em minha particular percepção isso revela então uma vocação brasileira para setores mais básicos (agrário e extrativismo), em setores de baixa intensidade tecnológica e extremamente voláteis (valor internacional das commodities, o que a despeito de nos ter apoiado após a crise de 2008, começa a trazer preocupação quanto à sustentação futura de nosso modelo).
De fato no nosso “tripé econômico” entre capital nacional, estrangeiro e estatal, o primeiro segue o legado histórico de ser o menos representativo. Enquanto em outros emergentes surgiram Samsung, LG, Hyundai, Kia, Ssangyong, Lenovo, Tata, etc, aqui temos apenas em nossas memória finadas (ou vendidas) empresas nacionais como Gurgel, Cofapi, Kasinski e .
No mais, continuamos a depender fortemente do capital estrangeiro para atração de investimento, geração de emprego e todo o economiquês da já conhecida (mas pouco praticada) equação econômica. Ademais, como reféns de um “mimado” capital estrangeiro e diante da atual volatilidade do capital (mesmo o produtivo que pode ser direcionado ao oásis asiático), vemos costumeiramente um protecionismo não muito inteligente concedido a grandes grupos estrangeiros.
E muitas vezes, mesmo diante de renúncias fiscais recorrentes e outros incentivos, perdemos a queda de braço da atração de investimentos frente a países com menor burocracia, melhor infraestrutura, menor custo da mão de obra e melhores condições competitivas. E isso traz a reboque a necessidade de um financiamento com atração de capitais especulativos, algo tão bem representado pela nossa icônica política de juros altos e “paraíso fiscal ao rentismo”.
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