Tenho
ouvido de pessoas que muito estimo certo contentamento com o “renascimento do
nacionalismo” promovido pelo atual governo brasileiro. E quando indagadas sobre
o porquê as respostas comumente são vagas nunca indo muito além do “fim do ‘reinado’
do PT” e de um suposto estancamento da corrupção, como a remoção do partido representasse
a cura de todos os males).
Sinceramente
fiquei curioso e estarrecido com a assertiva pois além das manifestações e
compartilhamentos pelas mídias sociais, nada tenho visto que possa amparar
racionalmente tal sentimento.
Primeiramente
penso que nacionalismo não é algo que deva emergir esporadicamente (mais
precisamente de 4 em 4 anos a depender dos resultados da Copa ou das eleições).
Para além disso (e especialmente), sinceramente acho que eu teria um maior “orgulho
da pátria amada” ao ver meu país com uma liderança racional e assertiva que
promova um lugar mais socialmente justo conferindo condições dignas à maioria
de sua população (acesso a saúde, educação, redução da miséria), que preze pela
sustentabilidade ambiental além de obviamente promover uma economia sólida
(necessária até mesmo para garantir o ponto anterior) que permita o
florescimento empreendedor/comercial/industrial.
Sinceramente
não é isso que sinto que vem ocorrendo com o atual governo (sei que foi apenas
o primeiro ano de mandato) e tampouco com aquele que o antecedeu. Ao contrário,
vi escândalos ambientais, continuidade do desmantelamento industrial, crescimento
do percentual da população abaixo da linha da pobreza, ampliação da
desigualdade social além de insultos desnecessários e discursos infantis.
Sinceramente
meu orgulho verde amarelo fica mais inflamado com relatos orgulhosos de
famílias humildes que conseguirem formar os filhos do que com o Ibovespa
galgando recordes (o que nem é mais tão verdade assim depois das últimas
semanas e, mesmo se o fosse, representa em grande parte triunfo aos
investidores institucionais e estrangeiros, mas esta é outra discussão...).

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