segunda-feira, 9 de março de 2020

Renascimento do orgulho nacional?


Tenho ouvido de pessoas que muito estimo certo contentamento com o “renascimento do nacionalismo” promovido pelo atual governo brasileiro. E quando indagadas sobre o porquê as respostas comumente são vagas nunca indo muito além do “fim do ‘reinado’ do PT” e de um suposto estancamento da corrupção, como a remoção do partido representasse a cura de todos os males).
Sinceramente fiquei curioso e estarrecido com a assertiva pois além das manifestações e compartilhamentos pelas mídias sociais, nada tenho visto que possa amparar racionalmente tal sentimento. 

Primeiramente penso que nacionalismo não é algo que deva emergir esporadicamente (mais precisamente de 4 em 4 anos a depender dos resultados da Copa ou das eleições). Para além disso (e especialmente), sinceramente acho que eu teria um maior “orgulho da pátria amada” ao ver meu país com uma liderança racional e assertiva que promova um lugar mais socialmente justo conferindo condições dignas à maioria de sua população (acesso a saúde, educação, redução da miséria), que preze pela sustentabilidade ambiental além de obviamente promover uma economia sólida (necessária até mesmo para garantir o ponto anterior) que permita o florescimento empreendedor/comercial/industrial.

Sinceramente não é isso que sinto que vem ocorrendo com o atual governo (sei que foi apenas o primeiro ano de mandato) e tampouco com aquele que o antecedeu. Ao contrário, vi escândalos ambientais, continuidade do desmantelamento industrial, crescimento do percentual da população abaixo da linha da pobreza, ampliação da desigualdade social além de insultos desnecessários e discursos infantis.

Sinceramente meu orgulho verde amarelo fica mais inflamado com relatos orgulhosos de famílias humildes que conseguirem formar os filhos do que com o Ibovespa galgando recordes (o que nem é mais tão verdade assim depois das últimas semanas e, mesmo se o fosse, representa em grande parte triunfo aos investidores institucionais e estrangeiros, mas esta é outra discussão...).


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