É triste perceber que o hiato que desafortunadamente ainda separa a empresa da academia é também válido (e talvez até mais intenso) na ótica inversa.
Diante de um modo produtivo calcado no setor empresarial, com participação restrita da esfera estatal, parece acertado que a academia tenha como uma de suas principais tarefas formar cabeças para compor as cadeiras do setor produtivo privado que, em contrapartida, salvaguarda a produção dos bens necessários (dentro muitos outros nem tanto) para fazer a “máquina girar”. É um ciclo que se pode afirmar ser hoje realidade, sem maior juízo de valor.
Fato que é que o setor acadêmico tampouco pode se restringir a fornecedor de “insumos humanos” e ferramentais para a perspectiva corporativa, devendo manter seu compromisso também com o conhecimento que transcende este fim, bem como com o que tenha restado da ciência desprovida do intuito mercantilista.
O que desponta, assim, é que muito além de dois polos diametralmente opostos em que qualquer intersecção reflita uma prostituída área, academia e empresas são passíveis de ter uma profícua troca, sendo componentes de uma mesma esfera passíveis de grande complementaridade de funções, dada sua natureza distinta.
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