“Ao cuidar de nossas expectativas pessoais sem nos dar a oportunidade de refletir genuinamente, afastamo-nos daquilo que realmente buscamos e acabamos por correr atrás de sonhos pasteurizados, comercializados em qualquer anúncio publicitário”. (Sidnei Oliveira)
Há um pensamento a meu ver bastante sábio e interessante que diz nada ser mais complicado que um fato óbvio. É latente como de fato não raras vezes surpreendemo-nos quando, em cada vez mais raros momentos de reflexão em meio à sempre abarrotada rotina, percebemos estar deixando de observar ou até mesmo indo em sentido contrário à premissas básicas e princípios gerais já tidos como certos (truísmos) perante tanto à esfera individual como social (no sentido do que é socialmente aceito e regido consuetudinariamente, não entrando aqui no mérito de um debate sociológico mais complexo).
Isto é notável quando a moral fica publicamente abalada e deturpada em escândalos envolvendo improbidades, ludibriações, adultérios, sendo inúmeros os exemplos tais como com o Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, o jogador de golf Tiger Woods e o já mais antigo mas não menos impactante caso das articulações dos dirigentes da emrpesa extinta norte-americana Enron.
Estranho é que, quando passamos do prisma analítico coletivo para o individual, o mesmo parece, a menos em primeiera instância, a não ser mais tão amplamente aceito: é tido como bem sucedido nas relações interpessoais aquele que se destaca como “conquistador do sexo oposto” mesmo possuindo um relacionamento assumidadmente estável; analogamente, perante aos grupos sociais mais reduzidos (refiro-me aqui às rodas de amigos e, porque não dizer, cumparsas), os que se tomam proveito de uma situação privilegiada (política, comercial ou corporativamente) para engordar os próprios bolsos às expensas alheias.
Dito isto de forma mais ampla, proponho-me aqui, ao iniciar este blog, a pensar fundamentalmente questões que, tamanha (e, a meu ver, incabida) banalização, perde destaque nas discussòes públicas e, incrivelmente, até mesmo em nossas reflexões e buscas diárias.
Trata-se confessadamente de uma tentativa de trazer à tona e propor um pensamento mais cuidado e aprofundado acerca de tópicos que parecem básicos demais para roubar parte do tempo de nossa atribulada rotina, afinal, já preterimos o relacionamento familiar, os amigos, relacionamentos e até mesmo nossa própria saúde pela ´loucura diária” a que, salvo engano, nós mesmos, arbitrariamente nos submetemos.
Marcos, serei seu cúmplice no grito e na loucura! Estarei por aqui para ajudar a cavar mais fundo e tirar a lama desse pântano de todos nós!
ResponderExcluirComo diria filósofos contemporâneos:
"É nóis que tá..."