Olá, meu nome é Carlitos e eu trabalho apertando parafusos... todos os dias, o dia todo.
Desconheço meu trabalho final ou mesmo a contribuição de minhas atividades.
Mas eu aperto parafusos e isso faço sem questionar!
Fui ensinado a não questionar, devendo apenas restringir-me a minhas simples e repetitivas atividades.
Estas sim eu devo realizar com rapidez e relativa eficiência.
Quanto mais rápido, melhor!
Nem mesmo qualidade é um problema já que outra pessoa se encarrega de verificar erros lá na frente
Se uma coisa não estiver legal, ela volta para mim e aí
eu aperto parafusos.
Um dia, lá atrás na universidade, já tentaram me ensinar a pensar, refletir, contribuir.
Mas isto não parece muito aplicável no mundo aqui fora
E até aqueles que tentaram me ensinar a ser crítico e questionador hoje parecem descrentes
Acontece que eu não sou o Carlitos que você pensa conhecer
Não sou um operário e não trabalho num chão de fábrica sujo, escuro e poluído
Eu sou um Carlitos de tempos ainda mais modernos
E trabalho nas grandes multinacionais tão almejadas pelos egressos das maiores universidades.
Também poderia ocupar as cadeiras do funcionalismo público ou mesmo cargos políticos de confiança.
Nada seria diferente.
Independentemente de minha função, eu só aperto parafusos
Não importa se estes parafusos tem algum nome pomposo.
Isto não é menos alienante que uma simples e repetitiva atividade operacional.
Continuo a manter aquela mesma rotina, o simples apertar de parafusos
que sabidamente em nada mudará contribuirá para o mundo em que viverão aqueles que estão por vir
E é nesta infeliz, porém fácil e cômoda inércia que continuo na linha de montagem da hipocrisia global
O que poderia dizer eu, mero mortal
ResponderExcluira merce de um sistema apresentado por carlitos
ainda impotente perto de toda a força que possui
esse ser sem ser que nós faz apenas apertar parafusos sem parar para pensar por 5 minutos
refletir o que estamos fazendo e onde queremos chegar
só me resta sequir este amigo, que nós ajuda a pegar alguns minutos do dia para refletir o que estamos fazendo
Se não fizermos isso, acho que enquanto andamos dois passos a frente, voltamos três, ouserá quatro, ou cinco.
Porque será que as empresas cada vez mais criam funcionarios robotizados, que sequem suas normas, sem questionar, e sem colocar o seu cerebro tão desenvolvido para realizar as capacidades que lhe foram dadas.
Já chegamos tão longe na evoluçã, e as vezes paresse que esta, dentro da filósofia de economizar energia, nós faz andar para trás e nós tornar meros reprodutores de um sistema que prende as ideias.
Falando em um brog de alguém que tem uma esperiência bem mais considerál que um mero graduando deixaria o sequinte questionamento. Onde queremos chegar?